sábado, 19 de setembro de 2015

Ensino médio vive "crise aguda", afirma ministro da Educação

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Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
 



Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, durante seminário Internacional sobre Ensino Médio Diversificado, promovido pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara 
Brasília - O ensino médio vive “uma crise aguda” e,  das etapas da educação básica, "talvez seja a que inspira maiores cuidados”. A  afirmação foi feita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao participar hoje (17) da abertura do seminário Ensino Médio Diversificado, na Câmara dos Deputados. Ele se baseou nos últimos dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Para o ministro, há perspectivas de melhora na qualidade do ensino médio em dez ou 15 anos, mas não dá para esperar esse tempo para oferecer educação de qualidade aos jovens matriculados. “O ensino médio custa a reagir”.
Haddad admitiu que, em 2004, o governo acreditava que se fossem ampliadas as oportunidades de acesso à educação superior a qualidade do ensino médio cresceria. Ele citou iniciativas do governo, como o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e a expansão das universidades federais.
“Imaginávamos que essas providências poderiam ajudar a robustecer o ensino médio, dar uma nova perspectiva para a juventude, mas os indicadores, pelo menos até 2005, demonstram que essas iniciativas não têm impactado satisfatoriamente a questão da qualidade.”
Segundo o ministro, a saída para melhorar a qualidade agora é a expansão das escolas técnicas federais, com a previsão de aumento no número de unidades de 140 para 354 no país até 2010. “Mas isso ainda não será insuficiente”, admitiu.
Haddad defendeu que, depois de 2010, no próximo governo, seja estabelecida a meta de criação de 800 ou até mil unidades da escolas profissionalizadas da rede federal. Para ele, a manutenção dessas escolas demandaria recursos anuais entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões.
Paralelamente à ampliação das escolas técnicas profissionalizantes, o ministro acredita que é importante a discussão de um novo currículo para o ensino médio. Ele afirmou que a separação entre formação geral e profissionalizante no ensino médio “está um pouco fora de moda”. Para o ministro, a formação geral “é desinteressante" para uma boa parcela dos estudantes.
“Não podemos dar uma formação geral de primeiro mundo para alguns jovens e uma formação técnica para um sistema produtivo obsoleto para outros jovens. Temos que combinar virtuosamente essas duas dimensões”, disse.
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Sandra Maders*
A educação é uma prática eminentemente política. Se observarmos os problemas enfrentados hoje pela educação, são os mesmos, ou pouco diferentes dos que se apresentavam há 20, 30 e até 50 anos. Os problemas da educação se apresentam em nosso dia a dia e não na história, ou seja, por mais tempo que se passe, eles continuarão sendo os mesmos, porque a maneira como temos olhado para eles é que não mudou. Logo, esses problemas se perpetuam história adentro. Muda o tempo histórico, porém, as problemáticas continuam sendo as mesmas.

Ao falar da educação como prática eminentemente política, eu me reporto ao que costumava dizer o educador brasileiro Paulo Freire: que a crise não é própria da educação, pois se fosse crise da educação, esta passaria, mas, ao contrário, quem está em crise é a sociedade. É a crise do sistema socioeconômico no qual todos nós estamos inseridos e, consequentemente, isso reflete na educação. Pensando desta maneira, veremos que a solução para esta "crise" na educação não está somente sob responsabilidade dos governantes deste país, dos professores, dos alunos e, tampouco, dos pais, mas sim, estaria no diálogo entre todos esses segmentos que compõem a sociedade.

Então, pergunto: como começar a mudar a história da educação? Como dar respostas a tantas perguntas que estão sendo feitas ao longo deste caminho educacional? Como construir uma educação para a mudança, a sensibilidade e o respeito à integridade humana? Como construir uBom, em primeiro lugar, nos movimentando. E este movimentar-se é exatamente o ponto que considero essencial para que se mude a educação que estamos tendo. Um movimento ao encontro dos anseios das crianças, dos adolescentes e alunos em geral, professores e pais de nossas escolas. Um movimento para a mudança. Um movimento ao encontro das diferenças e das necessidades que se apresentam em nosso dia a dia. Uma educação de movimento é uma educação de abertura ao outro, em que, este outro, faça seu próprio movimento e construa sua própria história. 
ma educação para mobilidade social? 


Assim, parabenizo o Grupo RBS, ao dar início à campanha A Educação Precisa de Respostas, pois, acredito que, com esses espaços de discussões, poderemos encontrar, não digo fórmulas prontas de se fazer educação, até porque cada um precisa encontrar a sua, mas algumas maneiras de começarmos a mudar nosso olhar sobre os problemas da educação e, consequentemente, mudar nossas práticas pedagógicas. E, mais uma vez, como dizia Paulo Freire: mudar é difícil, mas não impossível.
 O que faz o fracasso do estudante na escola???
Não é o estudante somente é o sistema que está mal planejado!!!
A principal falha está no projeto educacional que não leva em consideração a natureza de aprendizagem, a liberdade de escolha ou a importância do aluno e suas relações humanas .
"No desenvolvimento educacional e coletivo há de nos preocuparmos com a afetividade ..o humanismo para  chegarmos á  algum lugar pelo menos o minimo do almejado!







Assistam a Educaçao Proibida no You tube achei sensacional ois o conteúdo  é rico !!!
PRECARIZAÇÃO

Professores de SP querem estabilidade de temporários e nova forma de contratação

Sem benefícios trabalhistas e sem segurança de recontratação, docentes com contratos temporários ainda representam 22,8% da categoria na rede estadual de São Paulo.
São Paulo – Professores da rede estadual de São Paulo realizam na sexta-feira (5) ato para cobrar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nova forma de contratação dos docentes temporários, a chamada categoria O, que em setembro somava pelo menos 57.541 profissionais, o equivalente a 22,8% do total. Sem benefícios trabalhistas e sem segurança de recontratação, os profissionais não se fixam nas escolas, o que compromete o aprendizado dos alunos.
A categoria O foi criada em 2009, pela Lei 1093, motivada por uma alteração no sistema previdenciário do estado. A partir daí, os interessados passaram a realizar uma prova e, dependendo da classificação, poderiam ser alocados nas escolas por um ano. Em 2014, a prova foi extinta e o contrato passou a se estender por dois anos.
“Não queremos resolver o problema emergencialmente. Queremos um novo modelo de contratação. A troca contínua de professores não dá certo. A educação é uma política que não pode sofrer descontinuidade. Nós elaboramos projeto político pedagógico e acompanhamos as crianças. Não dá para interromper”, critica Maria Izabel Noronha, presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apoesp), que está organizando o ato.
Sem seguir nem o regime CLT nem o dos estatutários, os docentes da categoria O não têm possibilidade de avançar na carreira, não têm acesso ao serviço de saúde dos professores e têm direito a apenas seis faltas médicas por ano e uma justificada por mês. Se excedê-las os contratos são reincididos. Os professores efetivos não têm limites de faltas.
“A categoria O trouxe instabilidade política. É a precarização do trabalho. Os direitos são reduzidos e não há possibilidade de avançar na carreira. Os professores categoria O ficam com um regime de contratação anual e podem ter seu contrato cortado a qualquer momento, o que acontece muito. Na escola em que trabalho, por exemplo, o professor de Química foi cortado e os alunos ficaram sem aula e sem média do bimestre”, afirma um dos professores da rede, que trabalhou na categoria O por três anos e preferiu não se identificar.
Dados do Dieese apontam que o número de professores da categoria O se manteve relativamente estável nos últimos anos. Em 2013 eles eram 59.989 profissionais (24,2% da categoria) e em 2012 eram 49.888, o que equivalia a 21,5% do quadro docente. “Essa forma de contratação gerou um desemprego constante. Muitos acabam utilizam a categoria O como um complemento de renda", diz o professor.
A Secretaria Estadual de Educação afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que realizou um concurso para preencher 59 mil vagas de professor no último ano, que tinha entre os objetivos dar aos docentes da categoria O a possibilidade de serem efetivados. Até agora 38 mil já foram chamados. O restante será convocado até o ano que vem, quando a validade do concurso expira.
“A escola muda de professor continuamente. Você começa a trabalhar em um colégio e vai conhecer a comunidade, se envolver nos projetos, tomar pé das dificuldades e dos conflitos e conhecer as pessoas, o que é fundamental na organização da sua aula. Mas no ano que vem você não continua ou é mandado para uma outra escola e tem que começar tudo de novo. É um trabalho itinerante. É o freelancer da educação”, diz o professor. “A limitação de faltas, inclusive, os impede de participar de manifestações políticas. Houve um esvaziamento das assembleias e temos dificuldade de colocar os professores da categoria O como representantes de escolas, porque é bastante comum que sofram interdição.”
O ato de sexta-feira está marcado para as 14h, em frente à Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, região central de São Paulo. Além da mudança na contratação dos professores categoria O, os professores também vai reivindicar atribuição justa e permanente de aulas, aumento salarial de 73,53% (para equiparação com outras categorias profissionais com mesma formação) e repudiar o corte de disciplinas e o fechamento de escolas. “Não queremos alterações pontuais na carreira. Queremos uma carreira concisa e fortalecida, como está no Plano Nacional de Educação”, reivindica Maria Izabel.
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 01/12/2014 17:14

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Politica Educacional no Brasil

              

A Política Educacional pertence ao grupo de Políticas Públicas sociais do país. Este instrumento de implementação dos movimentos e referenciais educacionais se faz presente através da Legislação Educacional.
Para que possamos compreender melhor o significado dessa política, se faz necessário saber o que é Política Pública. Essa Política é de responsabilidade do Estado, com base em organismos políticos e entidades da sociedade civil, se estabelece um processo de tomada de decisões que derivam nas normatizações do país, ou seja, nossa Legislação.
As Políticas Públicas envolvem todos os grupos de necessidades da sociedade civil, que são as Políticas Sociais, estas determinam o padrão de proteção social implementado pelo Estado, voltadas em princípio, à redistribuição dos benefícios sociais (INEP, 2006, p. 165), dentre eles o direito a educação. Para que este direito seja garantido com qualidade e de forma universal é implementada a Política Educacional.